O presidente da Federação das Indústrias do Tocantins - FIETO, Roberto Pires, participou nesta terça – feira, 21, do lançamento do Mapa Estratégico da Indústria em Brasília. O evento foi presidido pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria - CNI, Robson Andrade que classificou como "arrojada" a meta prevista no documento de elevar a taxa de investimento do país (formação bruta de capital fixo sobre o PIB) de 18%, em 2012, para 24%, em 2022. Para que isso seja possível, segundo Andrade, o país precisa de um cenário mais propício ao investimento.
O Mapa apresenta os dez fatores-chave que podem criar o ambiente necessário para estimular o setor produtivo. "O Brasil precisa aumentar os investimentos, mas, para chegarmos a essa meta, precisamos destravar o ambiente de negócios do país. Temos um documento que nos dá um norte, uma direção até 2022, para que a gente possa fazer a reindustrialização do país. Esse mapa pode nos levar a recuperar o espaço que nós perdemos", destacou Robson Andrade.
O presidente da CNI defendeu mudanças na taxa de câmbio como forma de evitar que os importados ganhem espaços em detrimento dos produtos fabricados no Brasil. "O câmbio em torno de R$ 2 é um problema, está muito defasado. A taxa deveria estar próxima de R$ 3 para dar competitividade à indústria brasileira. O mercado brasileiro está importando assustadoramente", concluiu.
FATORES-CHAVE - O Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022 apresenta dez fatores-chave que podem aumentar a produtividade e a competitividade, além de indicar os caminhos para o Brasil aproveitar as oportunidades e vencer os obstáculos que vão surgir na próxima década. Em todos os fatores-chave o Brasil é comparado a outras nações. "O Brasil deve observar o exemplo de outras nações. A referência não pode ser nós mesmos, devemos nos comparar com os demais países", explicou Andrade.
Além do presidente da FIETO Roberto Pires, o conselheiro e vice-presidente Sérgio Tavares também acompanhou a solenidade.
Assessoria Presidência FIETO - com informações da CNI