A Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO) tem acompanhado com muita atenção, junto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), as proposições que tramitam no Congresso Nacional sobre a redução da jornada de trabalho.
A instituição defende que uma jornada semanal máxima de 36 horas sem redução salarial precisa ser discutida de forma mais aprofundada e transparente e que isso aconteça depois das eleições para que não haja interferência do momento político nessa importante discussão.
“A discussão da escala 6x1 é legítima e necessária, mas qualquer decisão dessa dimensão deve levar em conta a avaliação de impacto e seus efeitos econômicos”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.
O presidente da FIETO, Roberto Pires, pontua que “trata-se de um debate entre a sociedade e setores da economia que deve ser conduzido de forma técnica e que possa abarcar as diversas realidades do setor industrial, aliando o bem-estar do trabalhador ao desenvolvimento sustentável e econômico da indústria”.
Nesta terça-feira, 7, um levantamento inédito divulgado pela CNI estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do país terá queda de 0,7% caso a jornada de trabalho seja reduzida de 44 para 40 horas semanais. O método utilizado para a sondagem foi o modelo de Equilíbrio Geral Computável (EGC), que utiliza equações matemáticas para descrever as relações entre os agentes econômicos.
(Com informações da Confederação Nacional da Indústria)